domingo, 21 de setembro de 2025

A Teia


Como uma aranha a tecer sua teia, meus pensamentos vão tercendo entrelinhados daquilo que a vida me apresenta a cada instante: um problema, uma solução,  uma preocupação,  uma ansiedade,  uma tristeza, tudo intercalado pelo fazer cotidiano do trabalho, da alimentação,  do sono, das responsabilidades.

Às vezes, a vontade é tercer o infinito, como se não houvesse amanhã,  mas um futuro farto de vida, de cores, de sorrisos, de conquistas, de encontros, enfim, do bom que a vida pode oferecer.

Mas o momento atual só  pode ser mesmo análogo a uma teia: frágil, translúcido, sem perspetiva e com falsa permanência no vazio.

Ah... esta teia, tecida com cuidado,  nobre para o rebento que a constrói, mas certa de que a qualquer momento finda-se no ínfimo do vazio,  do vento, da chuva, do menor aspecto natural ou Artificial que possa se aproximar.

Como impedir? Não tenho a receita e isso é o que desembala minha carcaça de coragem, fragilizando-me para o instante posterior 

Vamos indo.. não sei para onde e nem até quando. Apenas vou.

Vamos???



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