domingo, 21 de setembro de 2025

Santidade X Pecado

 


Sois santo de alma e rima
Sois santo de calma e sina
Santidade que se assola
No peito de quem adormece
Pairando em sonhos densos
Na escuridão se enternece

Santidade ecoa no lábio
Daqueles que não julgam
Sois Santo até depois do fim
Logo, ninguém os impugnam
Assim sobes sorrateiro
À procura dos céus

No entanto, o pecado te procura
Nas esquinas que te embriagam
Do veneno da maçã
E daqueles que te apaixonaram
Não resistes muito tempo
Afinal, pecar é mais gostoso

A santidade é a busca
O pecado é a saída
Vives, pois, o que queres
Na volúpia das tuas escolhas.

A Teia


Como uma aranha a tecer sua teia, meus pensamentos vão tercendo entrelinhados daquilo que a vida me apresenta a cada instante: um problema, uma solução,  uma preocupação,  uma ansiedade,  uma tristeza, tudo intercalado pelo fazer cotidiano do trabalho, da alimentação,  do sono, das responsabilidades.

Às vezes, a vontade é tercer o infinito, como se não houvesse amanhã,  mas um futuro farto de vida, de cores, de sorrisos, de conquistas, de encontros, enfim, do bom que a vida pode oferecer.

Mas o momento atual só  pode ser mesmo análogo a uma teia: frágil, translúcido, sem perspetiva e com falsa permanência no vazio.

Ah... esta teia, tecida com cuidado,  nobre para o rebento que a constrói, mas certa de que a qualquer momento finda-se no ínfimo do vazio,  do vento, da chuva, do menor aspecto natural ou Artificial que possa se aproximar.

Como impedir? Não tenho a receita e isso é o que desembala minha carcaça de coragem, fragilizando-me para o instante posterior 

Vamos indo.. não sei para onde e nem até quando. Apenas vou.

Vamos???