Como uma aranha a tecer sua teia, meus pensamentos vão tercendo entrelinhados daquilo que a vida me apresenta a cada instante: um problema, uma solução, uma preocupação, uma ansiedade, uma tristeza, tudo intercalado pelo fazer cotidiano do trabalho, da alimentação, do sono, das responsabilidades.
Às vezes, a vontade é tercer o infinito, como se não houvesse amanhã, mas um futuro farto de vida, de cores, de sorrisos, de conquistas, de encontros, enfim, do bom que a vida pode oferecer.
Mas o momento atual só pode ser mesmo análogo a uma teia: frágil, translúcido, sem perspetiva e com falsa permanência no vazio.
Ah... esta teia, tecida com cuidado, nobre para o rebento que a constrói, mas certa de que a qualquer momento finda-se no ínfimo do vazio, do vento, da chuva, do menor aspecto natural ou Artificial que possa se aproximar.
Como impedir? Não tenho a receita e isso é o que desembala minha carcaça de coragem, fragilizando-me para o instante posterior
Vamos indo.. não sei para onde e nem até quando. Apenas vou.
Vamos???